quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Em busca de novos valores.


Recebi este texto do Tantra Indiano em um e-mail, e achei bastante significativo, principalmente nos dias atuais, onde ocorre uma transição do capitalismo para uma nova relação de produção ainda indefinida, onde vivenciando um momento de crise não só financeira, mas da própria identidade da sociedade, e é preciso redefinir os valores da sociedade, fazer um novo movimento de destruição da antiga estrutura que não atende às novas exigências e necessidades da humanidade e construir uma nova relação de produção baseada nos valores humanos, na ética, na Justiça Social e não individual.

E talvez, possamos simplesmente começar seguindo os pensamentos do Tantra:

* Dê às pessoas, mais do que esperam e faça-o com gosto.

* Decore seu poema favorito.

* Não acredite em tudo o que escutar, não gaste tudo o que tem, nem durma tudo o que quiser.

* Quando disser "te amo", diga-o de verdade…

* Quando disser "sinto muito", olhe a pessoa nos olhos.

* Creia no amor à primeira vista.

* Jamais ignore os sonhos dos outros.

* Ame profunda e apaixonadamente. Você pode sair ferido, mas essa é a única maneira de viver a vida completamente.


* Enfrente os desacordos, lute limpo e não ofenda.

* Não julgue os demais pelos parentes.

* Fale lentamente, mas pense com rapidez.

* Quando alguém fizer uma pergunta que não queiras responder, sorria e pergunte: "Porque quer saber?"

* Lembre que o maior amor e as maiores conquistas envolvem os maiores riscos.

* Ligue para sua mãe. Se isto não for possível, ao menos pense nela.

* Diga "SAÚDE" quando alguém espirrar.

* Nas perdas, não percas a lição.

* Lembre-se dos três R's: Respeito a você mesmo, Respeito aos demais e Responsabilidade para todas as suas ações

* Não permita que uma pequena disputa estrague uma grande amizade.

* Quando você perceber que errou, faça o que for possível para consertar seu erro. Imediatamente.

* Sorria quando estiver ao telefone. Quem liga vai sentir seu sorriso pelo seu tom de voz.

* Case com uma pessoa que goste de conversar, quando a velhice chega, seu poder de falar e ouvir são mais importantes que qualquer outra coisa.

* Passe algum tempo em solidão

* Abra seus braços aos amigos, mas não se desprenda de seus valores.

* Lembre que o silêncio é, às vezes, a melhor resposta.

* Leia mais livros e assista menos TV.

* Viva uma vida boa e honesta. Assim, quando estiver velho e lembrar do passado, verás como desfrutar de tudo pela segunda vez.

* Confie em Deus, mas feche bem teu carro.

* Uma atmosfera de carinho e afeição dentro de casa é fundamental.Faça todo o possível para que seu lar seja sempre
um lugar tranqüilo e harmonioso.

* Quando você estiver em desacordo com alguém muito querido, procure resolver a pendência de uma vez, sem ressentimentos

* Não remexa em situações passadas.

* Leia sempre nas entrelinhas. Interprete fatos e reações

* Reparta seus conhecimentos. É uma maneira de alcançar a imortalidade.

* Jamais interrompa o curso das águas.

* Ocupe-se de seus próprios assuntos.

* Não confie num homem ou mulher que não feche os olhos quando recebem um beijo.

* Uma vez por ano, visite algum lugar nunca antes visitado.

* Se ganhas muito dinheiro, ajude aos outros ainda em vida. É a maior satisfação que a fortuna pode trazer.

* Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.

* Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.

* Lembre-se de que seu caráter é seu destino.

* Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
Clique aqui para ler o texto completo.

domingo, 9 de agosto de 2009

The Story of Stuff - História das Coisas.

Excelente documentário, assistam...

A História das Coisas (The Story of Stuff with Annie Leonard) é uma animação em flash de 20 minutos que mostra, de maneira lúcida e inquestionável qual é a história natural das "coisas", desde sua Extração, passando pela Produção, Distribuição, Consumo e Disposição de Lixo.

No meio do caminho, Annie nos mostra que existem informações não reveladas no caminho linear que é ensinado nas escolas e faculdades. Ela mostra que em cada etapa, existe um mundo de falácias a serem desmascaradas e apresentadas àqueles que têm o que fazer para remediar o impacto ambiental da extração e produção desmesuradas: os consumidores. Ou seja: nós mesmos, cada um de nós.

Temos cada vez menos tempo para as coisas que nos deixam felizes: amigos, família, tempo de lazer, já que trabalhamos cada vez mais para consumir mais e mais.

A publicidade, deste ponto de vista, só serve para uma coisa: para nos fazer infelizes mostrando o que não temos e "precisamos" ter - do ponto de vista de quem "desenhou" este mundo de obsolescência planejada.



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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ciência x Deus.

Hoje estava tentando confirmar o autor de um texto que recebi por email, e nesta busca deparei com um trecho do discurso de Albert Einstei muito interessante que vale a pena conhecer.

"Como vejo o mundo"....

....O espírito científico , fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo _ uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai , um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento ,decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses , mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade, consiste em espantar-se , em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza , revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar , diante dela , a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem , na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos....

Einstein, Albert, /Como vejo o mundo/
tradução de H.P.de Andrade-Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 1981

O texto que eu procurava confirmar o autor esta abaixo, independente de qualquer coisa a argumentação lógica é interessante e vale a pena ler tambem.

O MAL EXISTE?

Um professor universitário desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu valentemente: Sim, Ele fez
Deus criou tudo?, perguntou novamente o professor
Sim senhor, respondeu o jovem

O professor respondeu,
“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal,
pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são
um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau"

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz,
se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito

Outro estudante levantou a mão e disse:
Posso fazer uma pregunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: professor, existe o frio?
Que pregunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:"
De fato, senhor, o frio não existe.
Segundo as leis da Física, o que consideramos frio,
na realidade é a ausência de calor.

Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia,
o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor,
todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.

Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor"
E, existe a escuridão? Continuou o estudante.

O professor respondeu: Existe.
O estudante respondeu: Novamente comete um erro, senhor,
a escuridão também não existe.

A escuridão na realidade é a ausência de luz.

“A luz pode-se estudar,a escuridão não,
até existe o prisma de Nichols para decompor a
luz branca nas várias cores de que está composta,
com suas diferentes longitudes de ondas.

A escuridão não. Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina
a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro
está um espaço determinado?

Com base na quantidade de luz presente nesse espaço,
não é assim?

Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever
o que acontece quando não há luz presente”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:

Senhor, o mal existe?
O professor respondeu:
Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo,
vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.

Ao que o estudante respondeu:
O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo.

O mal é simplesmente a ausência de Deus,
é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o
homem criou para descrever essa ausência de Deus.

Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor,
que existem como existem o calor e a luz.

O mal é o resultado da humanidade não ter
Deus presente em seus corações.

É como acontece com o frio quando não há calor,
ou a escuridão quando não há luz.

Então o professor, depois de balançar a cabeça, ficou calado
O nome do jovem era...

ALBERT EINSTEIN.
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sábado, 4 de abril de 2009

Uma visão de planejamento.


Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse lhe facilitar o trabalho nas caçadas.
Depois de alguns dias, o feiticeiro lhe entregou uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar. Desse modo, o caçador teria facilitada a sua ação.

Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana convidando dois outros amigos caçadores para a África. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, curiosamente, o tigre, que já estava próximo de um de seus amigos, começou a dançar. Foi fuzilado a queima roupa.
Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram e o mataram com vários tiros. E foi assim, a flauta sendo tocada, animais ferozes dançando, caçadores matando.
Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente um leão faminto. A flauta soou mas o leão não dançou. Ao contrario, atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma arvore próxima, a tudo assistiam.
Um deles observou com sabedoria:
Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem o surdinho...

Moral da História:
Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo; um dia podem não dar.
Tenha sempre planos de contingência; prepare alternativas para as situações imprevistas; preveja tudo que pode dar errado e prepare-se.
Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.
E... Cuidado com o Leão surdo.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O dilema dos prisioneiros.


De forma geral, as pessoas possuem uma forte tendência a satisfazer seu interesse individual, sobrepondo-se ao interesse de um grupo, um exemplo:

Você bate seu carro, em um carro importado, com o valor de mercado 5 vezes maior que o seu. O que você faz? Há uma forte tendência a deixar o local, pois ninguém viu você bater no carro. Além disso, para você, o pagamento dos prejuízos do carro importado é bastante alto. Sendo que, para o proprietário daquele automóvel provavelmente não o seria. Mas, é em função de atitudes como essa que muitas vezes, os custos dos seguros acabam aumentando.

A Teoria dos Jogos é uma análise matemática de situações que abrangem interesses em conflito com o objetivo de apontar as melhores opções para se alcançar o objetivo.

Ela foi criada na década de 40 pelo matemático americano John Von Nneumann e pelo austríaco Oskar Morgenstern (The Theory of Games and Eeconomic Behavior) que misturaram a economia e a organização social aos jogos de estratégia. O melhor exemplo para a teoria dos Jogos é justamente o dilema dos prisioneiros, que explica claramente, que por vezes a melhor decisão individual pode prejudicar o grupo em sua totalidade.


(The Theory of Games and Economic Behavior) O dilema dos prisioneiros.

Esse estudo foi formulado na década de 50 por matemáticos da Universidade americana de Princeton.

A história fictícia consiste no seguinte: Dois criminosos são presos e interrogados separadamente. A polícia não possui provas concretas contra eles. A única maneira de condená-los seria fazer com que um acusasse o outro. A polícia dá aos criminosos a vantagem de escolher uma opção que mais lhes favoreça: - Se os dois permanecerem calados, ambos terão a liberdade.- O prisioneiro que denunciar o outro ganha a liberdade e ainda uma soma em dinheiro. Com isso, o outro prisioneiro pegará prisão perpétua e pagará a soma em dinheiro ao seu delator.- Mas, se os dois se acusarem, os dois serão condenados.

A melhor opção, obviamente seria a de ambos permanecerem calados, pois assim eles teriam a liberdade. Todavia, o prisioneiro A sabe que B está pensando a mesma coisa, e sabendo que não poderia confiar nele, constata que a melhor saída seria denunciar B. Isto porque se esse se calar, A continuaria livre. Mas se B também denunciá-lo, A seria condenado de qualquer forma, mas pelo menos não ficaria sozinho. Por outro lado, B pensa exatamente da mesma forma que A. Conclusão: ambos acabam pensando logicamente da pior maneira, usando da traição mútua e sendo condenados. A decisão racional de cada um , leva a um resultado irracional (negativo) para ambos.

Analisando o dilema dos prisioneiros, assim como se pode especificar em diversas situações, por vezes a melhor decisão individual pode prejudicar o grupo em sua totalidade. Além disso, se a situação alcança muitas pessoas e todos se esforçam para conseguir o melhor para todo o grupo, é comum que um se esforce menos e outros mais, chegando ao final com o mesmo benefício comum a todos.

(Negociação e conflitos : livro didático / Morgana Aparecida de Matos ; UnisulVirtual, 2006).
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